Com a semana mais curta, por conta do recesso de carnaval, o mercado fincanceiro só reabriu na quarta-feira. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a semana registrando 118.430 pontos, o que representou uma variação negativa de -0,84% na semana. No acumulado em 2021, o IBOV está negativo, com uma baix de -0,49% até o momento.


O volume total de negociações no IBOV foi de aproximadamente R$ 78,5 bilhões, com média diária de R$ 26,1 bilhões, volume médio +21,9% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo das empresas, a ação com maior valorização na semana foi a EMBR3 com +15,3%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi a CVCB3 com -6,3% de queda no acumulado semanal.




Já o IFIX (índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários) encerrou a semana aos 2.893 pontos, o que representou uma queda de -0,11% na semana. No acumulado em 2021, o IFIX está positivo, com uma alta de +0,83% até o momento.


O volume de negociações no IFIX foi de aproximadamente R$ 734 milhões, com média diária de R$ 244,6 milhões, volume médio +6,6% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo dos fundos, o FII com maior valorização na semana foi o TORD11 com +3,05%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o XPCM11 com -10,12% de queda no acumulado semanal.




No noticiário do cenário internacional, as Bolsas terminaram a semana sem direção única. Os mercados na Ásia voltaram do feriado de Ano Novo Lunar também, com o mercado chinês CSI 300 superando o pico de 2007, porém fechou com uma queda de -0,5%. A Europa terminou a semana em +0,5%, reagindo positivamente a resultados trimestrais otimistas. Nos EUA, o S&P 500 e a Nasdaq caíram -0,7% e -1,6%, respectivamente. Os setores cíclicos, como materiais, indústria e energia, tiveram uma performance melhor do que o mercado em geral, impulsionados pela fala Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, que reiterou a necessidade de um grande pacote fiscal para apoiar a recuperação econômica.




No Brasil, as atenções continuaram voltadas para as discussões sobre a extensão do auxílio emergencial. Espera-se que a PEC Emergencial seja protocolada pelo senador Márcio Bittar no início da semana que vem. Conforme o último relatório Macro Mensal publicado pela XP, onde os analistas passaram a comtemplar uma nova rodada do auxílio em nosso cenário base.




No âmbito de câmbio e juros, o Dólar fechou a semana com leve alta de 0,19% em relação ao Real, em R$ 5,39/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta, abrindo 10 bps acima na semana, atingindo 8,06%. Na última semana, as taxas futuras fecharam em alta nos vencimentos mais longos. Já as NTN-Bs permaneceram praticamente inalteradas, o que indica elevação da inflação implícita (inflação esperada pelo mercado). O principal balizador do movimento de abertura da curva DI continua sendo o risco fiscal, nesta semana ampliado por crise política com a prisão de deputado aliado ao governo e, ao fim da semana, ruídos em torno da relação entre governo e Petrobras.





Artigos mais lidos da semana:

  1. Economia em destaque: cenário econômico internacional e doméstico
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  4. 7 Variáveis para ficar de olho em Fundos Imobiliários
  5. Inflação alta, demanda desacelerando e (mais) incertezas fiscais

 

O que esperar na próxima semana?
Na agenda econômica nacional da próxima semana, o IPCA-15 e o IGP-M de fevereiro, a nota de crédito do BC de janeiro e a taxa de desemprego da PNAD para dezembro serão os principais destaques. No cenário internacional, o PIB do quarto trimestre de 2020 da França e da Alemanha serão divulgados, assim como dados de confiança das principais economias globais e dados de desemprego do Chile, Colômbia e México.


Boa semana e excelentes negócios.

Eu fico por aqui, um abraço!

Thiago Blanco
@sacreinvestimentos