Ibovespa teve mais uma semana turbulenta e voltou a fechar em queda, o IBOV, principal índice da bolsa de valores, encerrou a semana registrando 113.905 pontos, o que representou uma variação negativa de -0,90% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o IBOV está negativo, com uma queda de -4,08% em 2021.



volume total de negociações no IBOV foi de aproximadamente R$ 150,1 bilhões, com média diária de R$ 30,0 bilhões, volume médio -13,79% menor quando comparado com a semana anterior. No lado positivo das empresas, a ação com maior valorização na semana foi a CVCB3 com +12,58%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi a BTOW3 com -10,60% de queda no acumulado semanal.



Já o IFIX, índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, encerrou a semana aos 2.838 pontos, o que representou uma queda de -0,51% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o IFIX está negativo, com uma queda de -1,11% em 2021.



volume de negociações no IFIX foi de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, com média diária de R$ 239,6 milhões, volume médio -5,56% menor quando comparado com a semana anterior. No lado positivo dos fundos, o FII com maior valorização na semana foi o XPPR11 com +5,02%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o RECR11 com -6,58% de queda no acumulado semanal.



No noticiário do cenário internacional, os mercados tiveram uma semana volátil também mas terminaram em território positivo depois que o presidente Joe Biden assinou o pacote de estímulos, que enviará cheques de US$ 1.400 para americanos além de outras medidas. Em pronunciamento, Biden anunciou que as vacinas contra a COVID-19 estarão disponíveis para todos os adultos no país até maio deste ano.

O S&P 500 e Dow Jones chegaram a atingir máximas históricas e terminaram a semana em +2,6% e +4,1%, respectivamente, à medida que investidores continuaram a apostar em nomes ligados à recuperação econômica. Já a Nasdaq, índice de ações de tecnologia, continuou a ser pressionada pela alta dos títulos de Tesouro, mas ainda assim conseguiu acumular uma alta de +3,1% na semana.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE), decidiu manter a política monetária inalterada. A presidente Christine Lagarde tranquilizou investidores ao sinalizar que o BCE irá acelerar as compras de títulos nos próximos meses para conter a alta nos rendimentos nos títulos europeus e proteger a recuperação econômica da região. Com isso, o índice Stoxx 50 terminou a semana com uma alta de +4,5%.

BDRX, índice que representa a carteira teórica dos BDRs não patrocinados negociados na B3, encerrou a semana aos 12.843 pontos, o que representou uma queda de -0,10% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o BDRX está positivo, com uma alta de +11,60% em 2021.



volume de negociações no BDRX foi de aproximadamente R$ 1,9 bilhão, com média diária de R$ 384,7 milhões, volume médio +9,69% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo, o BDR com maior valorização na semana foi o AALL34 com +13,12%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o A1PA34 com -8,40% de queda no acumulado semanal.



No Brasil, o principal destaque no cenário político econômico foi a tramitação da PEC Emergencial no Congresso – o que leva a ajustes no cenário fiscal. Depois de três dias inteiros de sessão na Câmara dos Deputados, a promulgação permitirá a edição das medidas provisórias para o pagamento da nova rodada de auxílio emergencial – estipulada pela PEC no valor total de R$ 44 bilhões no ano.

A semana também foi marcada pela decisão do ministro Edson Fachin, do STF, de anulação de todos os processos contra os ex-presidente Lula no âmbito da operação Lava Jato, incluindo as condenações que mantinham o petista inelegível. A Procuradoria-Geral da República recorreu da decisão. Porém, considerando as etapas de outros processos, é improvável que Lula seja condenado novamente em segunda instância a tempo de se tornar inelegível para o pleito de 2022.

Na seara de indicadores, a semana contou com a divulgação da pesquisa mensal de serviços e o resultado para o setor de varejo, ambos referentes a janeiro. Enquanto isso, a inflação medida pelo IPCA ficou bem acima das expectativas no resultado referente a fevereiro, em 0,86% (XP: 0,66%; BBG 0,72%). A surpresa de alta, porém, concentrou-se principalmente em dois itens: gasolina e cuidados pessoais (0,18 pp acima da nossa projeção). Mantemos nossa previsão de 4,90% para 2021.



No âmbito de câmbio e juros, o Dólar fechou a semana com queda de -2,23% em relação ao Real, em R$ 5,56/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, fechando 31 bps na semana, atingindo 8,27%.

A Analista de Renda Fixa, Camilla Dolle, publicou um relatório com análises sobre o que movimentou o mercado e o que esperar para os próximos meses. Em resumo, Dolle diz que: “devemos acompanhar os movimentos no cenário político-econômico, que tem sido o protagonista. A recente revogação da condenação do ex-presidente Lula trará ainda maior volatilidade ao mercado, uma vez que traz consigo, dentre outros, o risco de uma guinada populista pelo governo atual, prejudicando o cenário fiscal. Em meio aos acontecimentos mais recentes, o mercado espera início do ciclo de aperto monetário (ou seja, alta na taxa Selic), já na próxima reunião do Copom, no dia 17 de março”, afirma.



Artigos em destaque da semana:
Economia em destaque: resumo semanal do cenário econômico internacional e doméstico
O que os dados do varejo de Jan/21 querem dizer para as ações do setor
Mundo em 60s: Fim da pandemia?
Brasil Macro Mensal: Percepção de risco maior, cenário se ajusta
Projeções XP para as principais variáveis macroeconômicas
Inflação de fevereiro maior do que o esperado, mas sem mudanças na projeção de longo prazo



O que esperar na próxima semana?
No cenário internacional, destaque para a divulgação de dados de atividade referentes a fevereiro nos EUA, além de decisão de política monetária do FOMC, resultado de fevereiro da inflação ao consumidor na Zona do Euro e índices de confiança de março na Alemanha.

Já no Brasil, a semana será marcada também por decisão de política monetária, em que esperamos elevação da taxa Selic para 2,5% ao ano. Teremos também a divulgação do índice de atividade econômico medido pelo Banco Central (IBC-Br) referente a janeiro, para o qual esperamos expansão de 0,2% (m/m).



Boa semana e excelentes negócios.

Eu fico por aqui, um abraço!

Thiago Blanco
@sacreinvestimentos

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