Ibovespa teve uma semana positiva, marcada por decisões de política monetária nos EUA e no Brasil, o IBOV, principal índice da bolsa de valores, encerrou a semana registrando 116.221 pontos, o que representou uma variação positiva de +1,81% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o IBOV está negativo, com uma queda de -2,35% em 2021.



volume total de negociações no IBOV foi de aproximadamente R$ 121,7 bilhões, com média diária de R$ 24,3 bilhões, volume médio -7,29% menor quando comparado com a semana anterior. No lado positivo das empresas, a ação com maior valorização na semana foi a SULA11 com +24,57%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi a MGLU3 com -9,28% de queda no acumulado semanal.



Já o IFIX, índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, encerrou a semana aos 2.819 pontos, o que representou uma queda de -0,67% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o IFIX está negativo, com uma queda de -1,78% em 2021.



volume de negociações no IFIX foi de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, com média diária de R$ 271,3 milhões, volume médio +13,23% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo dos fundos, o FII com maior valorização na semana foi o VGIR11 com +5,01%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o KNRI11 com -3,97% de queda no acumulado semanal.



No noticiário do cenário internacional, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve inalterada a taxa de juros entre 0% e 0,25%, e o programa de compras de ativos em US$ 120 bilhões em títulos por mês. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) também elevou as projeções para o PIB e inflação americanas, porém indicou que os juros devem se manter a níveis baixos até 2023.

A decisão levou a uma breve pausa na alta da taxa de juros dos Treasuries de 10 anos, porém ela voltar a subir rapidamente pressionando bolsas globais. Com isso, o S&P 500 e a Nasdaq terminaram a semana em queda de -0,8%, enquanto o Dow Jones recuou -0,5%.

O anúncio reverberou na Europa também, com a queda nas ações de bancos europeus levando o índice Euro Stoxx 50 a cair -0,2%. Os mercados europeus também voltaram a se preocupar com a elevação de novos casos de coronavírus e com ritmo da vacinação na região.

BDRX, índice que representa a carteira teórica dos BDRs não patrocinados negociados na B3, encerrou a semana aos 12.582 pontos, o que representou uma queda de -2,03% na semana. No acumulado em 2021 (gráfico abaixo), o BDRX está positivo, com uma alta de +9,33% em 2021.



volume de negociações no BDRX foi de aproximadamente R$ 1,9 bilhão, com média diária de R$ 396,5 milhões, volume médio +3,07% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo, o BDR com maior valorização na semana foi o BBYY34 com +9,17%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o A1PA34 com -8,32% de queda no acumulado semanal.



No Brasil, o COPOM decidiu pelo aumento da taxa Selic de 2,0% para 2,75%, sinalizando que manterá o ciclo de alta dos juros na próxima reunião em maio. Os analistas da XP, revisaram a projeção para mais uma alta de 0,75p.p. em maio, seguida de mais 3 altas de 0,50 p.p., levando a Selic a 5% antes do final do ano. Acesse a análise completa aqui.

Ainda na seara da inflação, o governo autorizou a indústria farmacêutica a aumentar os preços dos medicamentos em 8,5% neste ano. O reajuste fica acima do que esperávamos (4,5%), pressionando nossa projeção de 4,9% para o IPCA de 2021 (impacto adicional de 0,13 pp).

Ao longo da semana, também houveram divulgações de indicadores sobre a atividade e mercado de trabalho. O Indicador de Atividade Econômica do BCB (IBC-Br) subiu 1,04% m/m em janeiro, bem acima das expectativas (XP: 0,2; BBG 0,5%), atingindo patamar 0,46% abaixo de janeiro de 2020. Na mesma linha, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) surpreendeu as expectativas, ao indicar criação líquida de 260,4 mil empregos formais em janeiro.



No âmbito de câmbio e juros, o Dólar fechou a semana com queda de -1,17% em relação ao Real, em R$ 5,49/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, fechando 17 bps na semana, atingindo 8,46%.

Com a decisão do Copom, houve leve movimento de achatamento (flattening) na curva à termo: as taxas futuras de juros avançaram na ponta curta e intermediária, enquanto as taxas longas apresentaram relativa estabilidade em relação à última semana. A queda na inclinação foi atenuada pelo avanço das taxas da Treasuries norte-americanas (títulos soberanos dos EUA). O mesmo movimento foi observado nas taxas das NTN-Bs aqui no Brasil.



Artigos em destaque da semana:
Economia em destaque: resumo semanal do cenário internacional e doméstico
Expectativa x realidade: O dia depois do Copom
Mundo em 60s: Novo normal
Radar BDR: Ações Globais
XP Índice de Commodities: A matéria-prima da economia global
Conquistando novos territórios na previdência



O que esperar na próxima semana?
No cenário internacional, os destaques da próxima semana serão a divulgação de PMIs industrial e de serviços referentes a março na Zona do Euro e nos EUA, além de discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, após decisão de política monetária nessa semana. Teremos também divulgação de decisão de política monetária na China.

Já no Brasil, a semana será marcada pela divulgação do IPCA-15 referente a março, resultado do setor externo de fevereiro, arrecadação federal também de fevereiro, além da ata do Copom referente à reunião dessa semana, e do Relatório Trimestral de Inflação, também publicado pelo Banco Central.



Boa semana e excelentes negócios.

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