O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a última semana registrando 120.240 pontos, o que representou, na última sexta-feira (05), uma variação positiva de +0,82%. Na semana, teve uma valorização de aproximadamente 4,49%. Em 2021, o índice está positivo, com uma alta de +1,02% até o momento.


O volume total de negociações no IBOV foi de aproximadamente R$ 121 bilhões, sendo a média diária de R$ 24,2 bilhões. No lado positivo, a ação com maior valorização na semana foi a BRMK5 com +20,4%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi a IRBR3 com -4,0% de queda no acumulado semanal.


Já o IFIX (índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários) encerrou a última sexta-feira (05) aos 2.894 pontos, o que representou uma alta de +0,40% no dia. Na mesma semana e no acumulado de 2021, o índice performou: +0,53% e +0,85%, respectivamente.

O volume de negociações no IFIX foi de aproximadamente R$ 1,131 bilhões, sendo a média diária de R$ 226,3 milhões. No lado positivo, o FII com maior valorização na semana foi o HCTR11 com +9,51%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o XPCM11 com -16,76% de queda no acumulado semanal.

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No noticiário do cenário internacional, o mercado foi impulsionado por expectativas de aprovação do pacote de estímulos de US$1,9 trilhões pelo Congresso. Além disso, ¾ das companhias do índice S&P 500 já divulgaram resultados do quarto trimestre de 2020, com as FATAMGs (Facebook, Apple, Tesla, Amazon, Microsoft e Google) apresentando resultados acima do esperado. O otimismo dos investidores não foi abalado pela divulgação da folha de pagamentos abaixo das expectativas, que mostrou que a economia americana criou 49 mil postos de trabalho em janeiro. Já os mercados europeus se animaram com a eleição do ex-presidente do banco central europeu (ECB), Mario Draghi, como o novo Primeiro Ministro da Itália.

 

No Brasil, o grande destaque foi o resultado das eleições do Congresso. Arthur Lira e Rodrigo Pacheco foram eleitos como presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, com votações expressivas. Os novos líderes do legislativo traçaram um cronograma para a reforma tributária para que o relatório seja apresentado em fevereiro e aprovado em até outubro. No campo da economia, o ministro Paulo Guedes indicou a possibilidade (caso necessário) de continuar com os pagamentos do auxílio emergencial. A nova versão do programa alcançaria cerca de metade dos beneficiários de 2020 e seria acompanhada de alguns compromissos com a agenda fiscal.

 

No âmbito de câmbio e juros, o dólar fechou a semana com queda de 1,74% em relação ao Real, em R$ 5,38/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, fechando 5 bps abaixo na semana, atingindo 7,73%.

  

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O que esperar na próxima semana?
As vendas no varejo, a performance do setor de serviços, a atividade econômica (todos referentes ao mês dezembro de 2020) e o IPCA de janeiro de 2021 serão os principais destaques da agenda econômica doméstica da próxima semana. No cenário internacional, a decisão de política monetária do México, o PIB do Reino Unido e os indicadores de inflação (CPI e PPI) das principais economias globais serão os destaques.



Boa semana e
excelentes negócios.

Thiago Blanco
Head de Marketing e Educação