O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a última semana registrando 119.428 pontos, o que representou, na última sexta-feira (12), uma variação negativa de -0,67% na semana. No acumulado em 2021, o IBOV está positivo, com uma alta de +0,35% até o momento.


O volume total de negociações no IBOV foi de aproximadamente R$ 107,4 bilhões, com média diária de R$ 21,4 bilhões, volume médio -11,5% menor quando comparado com a semana anterior. No lado positivo das empresas, a ação com maior valorização na semana foi a TOTS3 com +17,2%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi a CIEL3 com -12,6% de queda no acumulado semanal.

Já o IFIX (índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários) encerrou a última sexta-feira (12) aos 2.897 pontos, o que representou uma alta de +0,08% na semana. No acumulado em 2021, o IFIX está positivo, com uma alta de +0,94% até o momento.


O volume de negociações no IFIX foi de aproximadamente R$ 1,146 bilhões, com média diária de R$ 229,4 milhões, volume médio +1,4% maior quando comparado com a semana anterior. No lado positivo dos fundos, o FII com maior valorização na semana foi o QAGR11 com +5,06%, na ponta contrária, a maior desvalorização foi o XPCM11 com -5,44% de queda no acumulado semanal.

No noticiário do cenário internacional, os mercados globais, medidos pelo MSCI AC World, perderam o fôlego após um forte início de mês, mas ainda assim subiram +1,4% com progressos na vacinação contra a COVID-19. Nos EUA, o S&P 500 registrou alta de +1,2% e atingiu uma máxima histórica, movido pela forte temporada de resultados do 4º trimestre que se aproxima do fim. Além disso, a fala do presidente do Federal Reserve em manter a política monetária acomodativa e avanços na negociação do pacote de estímulo ajudaram a manter os investidores otimistas. As Bolsas na Ásia subiram +2,6%, com os mercados principais da região fechados nos últimos dias da semana por conta do Ano Novo Chinês.

No Brasil, do lado de indicadores macroeconômicos, a agenda da semana foi cheia. A inflação medida pelo IPCA subiu 0,25% em janeiro, abaixo das expectativas. O resultado foi influenciado pela inflação abaixo do esperado de bens semiduráveis (como roupas e calçados) e não-duráveis (como alimentos). Já as vendas no varejo caíram -6,1% em dezembro, o pior resultado para o mês desde os anos 2000. A queda pode ser parcialmente explicada pela redução do auxílio emergencial e antecipação de alguns benefícios durante a pandemia. O setor de serviços contraiu -0,2% em dezembro e encerrou o ano com uma queda recorde de -7,9%, com serviços prestados às famílias fortemente afetadas pela pandemia. Por último, o indicador de atividade do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,64% em dezembro, influenciado por uma alta 0,9% da produção industrial no mês, enquanto serviços e varejo caíram -0,2% e -6,1%, respectivamente.

No âmbito de câmbio e juros, o Dólar fechou a semana com leve alta de 0,02% em relação ao Real, em R$ 5,37/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda, abrindo 22 bps abaixo na semana, atingindo 7,98%. Na última semana, as taxas futuras de juros quase não tiveram alteração, com leve viés de alta. Já as NTN-Bs permaneceram movimento seguido pelos títulos NTN-B. O principal balizador dos movimentos continua sendo as discussões em torno do risco fiscal.


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O que esperar na próxima semana?
Em meio ao feriado bancário no Brasil, a agenda de indicadores econômicos nacionais da próxima semana estará vazia. As atenções devem continuar voltadas para a possibilidade de uma nova rodada de auxílio emergencial no país. No cenário internacional, o PMI composto e os índices de inflação (CPI e PPI) serão divulgados nas principais economias globais. Também serão divulgados o PIB da Colômbia e a ata da última reunião de política monetária nos Estados Unidos.


Boa semana e excelentes negócios.

Eu fico por aqui, um abraço!

Thiago Blanco
Marketing e Educacional

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